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Os gessos escultóricos na Academia Imperial Brasileira de Belas Artes a partir da missão francesa em 1816

por Thiago Gomes publicado 08/01/2018 16h50, última modificação 08/01/2018 16h52

A coleção dos gessos escultóricos foi inicialmente formada, a partir de 1816, ao ser introduzida pela Missão Francesa como parte integrante do desenvolvimento do ensino das belas artes na Escola Real de Ciências, Artes e Ofícios, renomeada, em 1826, como Academia Imperial Brasileira de Belas Artes, no Rio de Janeiro. Este grupo de artistas trouxe consigo um acervo composto de telas de artistas franceses e italianos e um número significativo de moldagens de gesso de cunho greco-romano. Documentos datados entre 1837 e 1860 confirmam a aquisição de lotes de gessos de caráter arquitetônico, escultórico e ornamental para servirem de modelos aos alunos das disciplinas de Desenho ou Escultura de Ornatos. Dentro deste conjunto ressaltamos as esculturas de grande porte como o grupo escultórico Laocoonte, o Gladiador ou Vitória de Samotrácia; peças de menor dimensão que apresentam caráter arquitetônico como capitéis, colunas dóricas ou fragmentos de frisos; elementos decorativos fitomorfos e um conjunto de modelos e moldagens em gesso, resultados de exames de admissão ou de exercícios práticos de docentes e alunos produzidos ao longo das décadas. Desta forma, a AIBA acumulou, ao longo dos séculos XIX e XX, uma quantidade de peças de valor artístico e histórico importante, que foi desmembrado, em 1937, entre o Museu Nacional de Belas Artes e a Escola de Belas Artes | Museu D. João VI. Trata-se de um conjunto de peças de valor histórico e artístico relevantes que não passou ainda por um estudo mais aprofundado. Este tema faz relação direta à disciplina “Sistemas Construtivos IV” do Curso Superior de Tecnologia em Conservação e Restauro (IFMG campus Ouro Preto) onde são abordadas as várias técnicas de moldes e moldagens para se reproduzir ornatos para a recomposição e restauração de tetos e fachadas históricas. Esta pesquisa objetiva catalogar este conjunto de peças escultóricas – levantamento fotográfico e métrico - e estudar os materiais usados na fundição destas moldagens, além de se realizar testes de limpeza, por meio de aplicação de solventes, como experimento prático na área de conservação e restauro. Assim, pretende-se reverter estas informações aos alunos do curso de restauro e, torna-se uma medida emergencial de preservação deste precioso acervo que pertence a todos nós, brasileiro.

Grande Área: História da Arte

Orientador: Alexandre Mascarenhas