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Aluno do Campus Ouro Preto apresenta pesquisa em um dos maiores eventos de Física do Brasil

publicado: 19/06/2019 17h58, última modificação: 19/06/2019 17h58

 O aluno do curso de licenciatura em Física, Arthur Carneiro Chaves dos Santos, apresentou o trabalho “Experimental Investigation of Two-Dimensional Gypsum Nanostructures” no Encontro de Outono da Sociedade Brasileira de Física, realizado em Aracajú (SE) entre os dias 26 e 31 de maio. Este é considerado um dos maiores eventos de Física do Brasil.

Em sua pesquisa, o estudante investigou a produção de nanoestruturas bidimensionais de gipsita, um tipo de mineral que dá origem ao gesso. “Estruturas bidimensionais, ou simplesmente 2D, possuem dimensões no plano muito maiores do que na altura (que geralmente é constituída de poucas camadas atômicas). Elas têm despertado muito o interesse de pesquisadores nos últimos anos, desde a descoberta do grafeno - um dos materiais mais resistentes da natureza, com interessantes propriedades de condução e de condutividade térmica e grande potencial para aplicações em Nanotecnologia”, explica Elisângela Silva Pinto, orientadora do projeto de pesquisa que originou o trabalho.

A professora esclarece que o interesse nesses materiais 2D se deve às novas propriedades mecânicas, elétricas, magnéticas e óticas que podem apresentar. “No trabalho, o estudante Arthur obteve pela primeira vez estruturas 2D de gipsita. Ainda não existe na literatura da área estudos de nanoestruturas bidimensionais deste mineral. Somos os primeiros a produzi-las e estamos estudando suas propriedades”, afirma.

Ainda segundo a professora, a gipsita, diferente do grafite, que dá origem ao grafeno, é abundante no Brasil e economicamente mais acessível. “Como observamos nesse mineral facilidade de clivagem (quebra em planos bem definidos) assim como no grafite, achamos que poderia ser interessante estudar suas propriedades em nanoescala”, ressalta.

O trabalho apresentado pelo estudante é fruto do projeto de iniciação científica "Aplicações de microscopia de varredura por sonda em conservação e restauro e mineração", financiado pela Diretoria de Inovação, Pesquisa, Pós-graduação e Extensão (DIPPE) em 2018, sob orientação da professora Elisângela Silva Pinto (CODAFIS) e coorientação da professora Ariana Cristina Santos Almeida (CODAMIN). O projeto de pesquisa foi renovado neste ano sob o título "Produção e caracterização de materiais bidimensionais por técnicas de microscopia de varredura por sonda", no qual são investigadas as propriedades físicas que esse novo material apresenta.

O trabalho apresentado por Arthur Carneiro Chaves dos Santos contou, também, com a colaboração dos professores Ana Paula Moreira Barboza (UFOP) e Bernardo Ruegger Almeida Neves (UFMG).