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Pelo o orgulho de ser quem você é

publicado: 12/07/2019 10h29, última modificação: 12/07/2019 10h39

I Mês do Orgulho LGBT movimenta o Campus Ouro Branco com palestras, debates e performances artísticas. 

Com o objetivo de dar visibilidade às identidades LGBT+, realizou-se, no Campus Ouro Branco, o I Mês do Orgulho LGBT+. Idealizado e organizado pelo grêmio estudantil “A Resistência” e pelo Coletivo Feminista Matricarias, em parceria com o Núcleo de Estudos e Pesquisas em Gênero, Raça/Etnia e Sexualidade (Nepgres), o evento contou com o apoio de estudantes e servidores do Campus.

Várias atividades fomentaram linguagens plurais a partir da interlocução com culturas juvenis. Houve mesa redonda, palestras, oficina, roda de conversa, performances artísticas, cine-debate e piquenique cultural, com lanche coletivo e, claro, música. Entre os palestrantes estavam professores e estudantes da pós-graduação de diferentes instituições federais de ensino, servidores e discentes do Campus, além de representantes de coletivos LGBTs.

O que os participantes acharam do evento...

Arthur Cardoso Lana (2º Ano Integrado Informática)

“Enquanto estudante e integrante da comissão de organização do evento, foi muito gratificante receber tanto carinho dos servidores que nos apoiaram desde o começo nesse processo. Não foi uma tarefa fácil, visto que batalhamos muito para conseguir colocá-la em prática, mas com a ação em conjunto e dedicação, pudemos construir um mês repleto de atividades que abrangeram diversas perspectivas acerca desse tema. Conseguimos dar destaque ao debate e aos estudos que não ignoram a existência de LGBTs, mas sim compreendem e afirmam que o espaço escolar deve ser seguro e também precisa ser ocupado por nós. A partir do momento em que vi a repercussão nos corredores todos os dias, percebi que o nosso objetivo havia sido alcançado e, por isso, não pude deixar de me sentir realizado. É também por meio dessas pequenas transformações que conseguiremos destruir e superar todo o tipo de estrutura de opressão, para que no futuro todos possam ser quem são em qualquer ambiente, sem sofrerem nenhum tipo de repressão e sem sentirem medo.”

Vinícius Maia Pereira (3º Ano Integrado Administração)

“Participar da organização do evento foi uma experiência extremamente transformadora para mim. A escola geralmente é um dos lugares mais perigosos para LGBT's e receber o apoio e acolhimento dos servidores e alunos foi fundamental para o desenvolvimento do projeto. Acredito que tenhamos alcançado o nosso objetivo e marcado a Instituição com o respeito pela diversidade. Organizar esse evento e enfrentar as adversidades para que ele acontecesse foi fundamental para a minha história como LGBT.”

Marie Luce Tavares (professora e líder do Nepgres)

“O evento é um marco para o processo educacional do Campus, pois oportunizou o protagonismo estudantil e trouxe para o debate no/do contexto da escola, identidades e temáticas invisibilizadas, mas que (re) existem no espaço escolar. Como professores, nos possibilitou um repensar da nossa atuação e do nosso ser docente.”

Adilson Ribeiro de Oliveira (professor)

“Em meus 23 anos como professor do IFMG (desde a época de escola técnica), eu nunca havia presenciado um evento tão integrador e inclusivo para (re) pensarmos o lugar que ocupam as identidades LGBT+ no espaço escolar e o papel da escola nesse processo de inclusão. Ter participado ativamente desse evento me fez repensar o meu próprio papel como professor, como educador, como agente transformador de uma realidade que precisa ser repensada sob o viés da diversidade e da inclusão. Na verdade, foi transformador para mim mesmo, no sentido de que as aprendizagens possibilitadas pela participação ativa no evento seguem carregadas de novas perspectivas a respeito do tema e da minha atuação docente.”