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Relação entre irmãos é tema de pesquisa desenvolvida por docente de Governador Valadares

Professora foi uma das entrevistadas do programa Globo Repórter, que no dia 31 de agosto tratou dessa intensa relação de parentesco
publicado: 13/09/2018 11h35, última modificação: 13/09/2018 11h35

Na última quarta-feira, 5 de setembro, mensagens em todos os canais de redes sociais chamaram atenção para o "Dia do Irmão". A relação de parentesco entre irmãos, sempre permeada por histórias curiosas e emocionantes, também foi tema do programa Globo Repórter exibido pela TV Globo em 31 de agosto, ocasião em que uma das entrevistadas foi a professora Francismara Fernandes Guerra, da área de Matemática e Estatística do Campus Governador Valadares.

A docente chamou a atenção da equipe de produção do programa pela sua tese de doutorado em Demografia intitulada “Transição e tendências da disponibilidade de irmãos para o Brasil: um estudo metodológico sobre relações de parentesco” (UFMG/2014). Francismara conta qual foi sua observação inicial para propor a pesquisa. “Nas últimas décadas, com a transição demográfica, cai o número de filhos por mulher (família). E, logicamente, também cai o número de irmãos e, por consequência, o de tios, primos, sobrinhos, etc. Com isso, não somente o tamanho das famílias se altera, como também a sua estrutura”.

De acordo com a pesquisadora, conhecer a oferta de irmãos permite avaliar a capacidade de manutenção das famílias, bem como identificar as preferências na formação dos arranjos familiares. “Irmãos tendem a ser membros permanentes das redes sociais. Não substituem pais, cônjuges e filhos, mas podem ser de grande ajuda em momentos de dificuldade. Além disso, irmãos ganham grande importância com a idade, já que dividem suas histórias e reafirmam seu passado juntos e tendem a exercer papel fundamental no momento de dividir responsabilidades, principalmente compartilhando os cuidados com os pais idosos. Os irmãos ainda compõem a formação de rede de suporte e cuidados com eles próprios na velhice”, explica.

Resultados obtidos

Após intensos estudos e análises, a pesquisa produziu análises e conclusões interessantes. Considerando que há algumas décadas, a média de irmãos nascidos vivos era elevada e caiu drasticamente em poucos anos, Franscimara ressalta que ocorre um fenômeno muito interessante. Segundo ela, as gerações mais velhas possuem aproximadamente o mesmo número de irmãos sobreviventes nas idades mais avançadas que as gerações mais novas. Isso porque a alta mortalidade da população, principalmente a infantil, ao início do século matava de forma mais violenta os irmãos do que ocorre atualmente. E, por fim, com a qualidade de vida dos presentes dias, o aumento na expectativa de vida permite que desfrutemos de nossos irmãos por longos anos de vida.

"O estudo mostra que apesar de ter crescido o número de mulheres que optam por não ter filhos, é possível perceber que as mulheres que escolhem ter filhos, fazem questão de ter pelo menos dois filhos, gerando dessa forma pelo menos um irmão. Ao meu modo de ver, muitas podem ser as razões para se dar um irmão ao filho, mas com o passar dos anos, ter um irmão se tornará, provavelmente, o bem mais valioso que a mãe ou o pai pode deixar para seu filho", conclui a docente.

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