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Do IFMG aos polos: aluna e egressa do Campus Ouro Preto integram pesquisas na Antártica e no Ártico

As autoras integram o Geota, grupo de pesquisa em Geografia e Temáticas Ambientais do IFMG.
publicado: 05/02/2026 12h00, última modificação: 05/02/2026 12h00

Duas pesquisas que tiveram início em 2026 colocam ambientes polares no horizonte científico de uma egressa e de uma estudante do Campus Ouro Preto. As autoras  do curso técnico integrado em Mineração e da licenciatura em Geografia – integram o Geota, grupo de pesquisa em Geografia e Temáticas Ambientais do IFMG, e darão continuidade à formação acadêmica com trabalhos orientados por docentes do campus.

As duas dissertações serão orientadas pela professora Caroline Delpupo, com coorientação do professor Alex de Carvalho  ambos coordenadores do Geota. As pesquisas fortalecem uma rede já consolidada de investigação sobre ambientes frios ao estabelecerem conexão com o Terrantar (DPS/UFV), grupo de pesquisa dedicado ao estudo de ecossistemas terrestres antárticos. Essa articulação amplia o alcance formativo e científico dos trabalhos, conectando a trajetória das egressas do campus a uma agenda de pesquisa polar com inserção nacional e internacional.

No mestrado profissional em Ensino de Geografia em Rede (PROFGEO/IFMG), Geovana Maria Freitas de Paula desenvolverá a dissertação “Educação geocientífica e mudanças climáticas no ensino de Geografia: o solo como mediador didático a partir de pesquisas em ambientes polares”. O estudo parte de evidências e experiências produzidas por pesquisas em regiões polares para discutir como o solo pode funcionar como mediador didático no ensino de Geografia, aproximando conceitos complexos – como mudanças climáticas – de estratégias de aprendizagem e práticas de sala de aula.

Já no mestrado acadêmico em Evolução Crustal e Recursos Naturais (Ufop), Ana Clara Rodrigues da Silva Santos investiga o Ártico a partir da dissertação “Paleoambientes quaternários em paisagem vulcânica ártica: interpretações pedoestratigráficas de paleossolos da região de Ísafjörður, noroeste da Islândia”, com financiamento da Fapemig. O projeto procura reconstruir paleoambientes do Quaternário numa paisagem vulcânica ártica, usando paleossolos e interpretações pedoestratigráficas como pistas para compreender dinâmicas ambientais do passado registadas no solo.

Apesar de seguirem linhas distintas – uma voltada ao ensino e outra à reconstrução paleoambiental , as duas pesquisas convergem num ponto essencial: o solo como arquivo e como linguagem. Um arquivo que guarda histórias ambientais em escalas longas de tempo e uma linguagem capaz de traduzir ciência de fronteira em conhecimento ensinável.

(Fonte: Comunicação / Campus Ouro Preto)