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Novo artigo publicado nos Anais do 5º Congresso Internacional de Engenharia Ambiental: Matriz indicadora para diagnóstico da coleta seletiva em PMGIRS

Publicamos nos Anais do 5º Congresso Internacional de Engenharia Ambiental (Volume 5A, p. 122-128) um trabalho que ataca um problema conhecido de quem lida com gestão pública: o plano existe, mas a execução não acontece.

O artigo "Matriz indicadora para diagnóstico da coleta seletiva em PMGIRS" parte de um diagnóstico incômodo. A Lei nº 12.305/2010 deu ao Brasil um marco regulatório avançado, mas os Planos Municipais de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos seguem, em grande parte, como documentos declaratórios — metas genéricas, sem métricas que permitam acompanhar o que de fato ocorre no território.

O reflexo está nos números: as taxas de reciclagem no país permanecem na faixa de 3% a 5%. O que propomos é uma matriz de 12 indicadores integrados, organizados em cinco pilares: operacional, logístico, econômico, social e ambiental.

Entre as métricas estão cobertura da coleta seletiva, taxa de adesão, taxa de captura de recicláveis, taxa de rejeito na triagem, custo operacional por tonelada, eficiência logística, formalização de catadores, renda média do triador e estabilidade de fluxo para cooperativas. A escolha desses indicadores não é aleatória.

A matriz foi desenhada para revelar pontos cegos que passam despercebidos em diagnósticos tradicionais. Um município pode ter cobertura elevada e, ao mesmo tempo, taxa de rejeito acima de 20 a 25% — sinal de que o material chega contaminado à triagem. Pode ter rotas eficientes e cooperativas em fragilidade financeira. Métricas isoladas escondem esses desequilíbrios; combinadas, elas os expõem.

Tratamos a inclusão socioprodutiva como pilar técnico, não como apêndice: a formalização e a regularidade do aporte de materiais às cooperativas afetam diretamente a economia de escala do sistema e a redução do volume aterrado.

O trabalho é de autoria de Camile Costa Galvan, Helena Bueno Ribeiro, Mariana Machado de Andrade, Humberto Coelho de Melo e Germano de Oliveira Mattosinho, todos vinculados ao IFMG Campus Piumhi.

Fica o convite a gestores municipais e colegas da área: a matriz é adaptável à disponibilidade de dados de cada município e pode servir de base para revisão de PMGIRS. Artigo completo nos Anais do 5º CIEA, Volume 5A, p. 122-128

 

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GALVAN, Camile Costa; RIBEIRO, Helena Bueno; ANDRADE, Mariana Machado de; MELO, Humberto Coelho de; MATTOSINHO, Germano de Oliveira. Matriz indicadora para diagnóstico da coleta seletiva em PMGIRS. In: ANAIS DO 5º CONGRESSO INTERNACIONAL DE ENGENHARIA AMBIENTAL, v. 5A, 2026, p. 122-128.