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Resenhando

por vivian.andaki publicado 18/08/2020 09h10, última modificação 09/09/2020 16h08

O Resenhando é um projeto da Biblioteca do Campus Betim que divulga resenhas produzidas pelos estudantes do campus. Para participar, encaminhe seu texto pelo formulário eletrônico.

A melhor resenha será premiada pela equipe da biblioteca.

 

Harari, Yuval Noah. Homo Deus: Uma breve História do amanha. Dionatan Diego G Resende (Eng. de Controle e Automação).

Quem somos nós? Para onde vamos? Perguntas que a séculos são motivos de debates acalorados na filosofia, são destrinchados em “Homo Deus — Uma breve historia do amanhã” nele Harari traz uma visão da psicologia evolutiva e tendencias tecnológicos que estão moldando a sociedade, ele inicia com a explicação do funcionamento do nosso cérebro, que é divido em três partes reptiliano, mamífero e primata a parte reptiliana é responsável por processamentos primários como respiração, fome, luta e fuga, enquanto a interface mamífera zela pelos sentimentos e a primata a parte mais moderna fica com o raciocínio lógico e abstração. Confira a resenha completa aqui.

King, Stephen. Insônia. Luiza Campos de Deus (Eng. de Controle e Automação.

Insônia, publicado em 1994 por Stephen King, conta a história de Ralph Roberts, um protagonista incomum. Ralph tem mais de 70 anos e sua esposa está morrendo. Após a morte da esposa, o homem passa a sofrer com insônia, e começa a experienciar fenômenos extrassensoriais. Ele se vê envolvido em uma disputa do bem contra o mal, que tem como plano de fundo a questão do aborto e a violência contra a mulher. A história de Ralph também aborda temas como o destino, o acaso e a vida após a morte.

O livro possui um ritmo envolvente, característico do Stephen King. É uma leitura interessante, tanto pelos temas abordados quanto pelos questionamentos levantados por King. A narrativa nos deixa íntimos de Ralph e seu sofrimento pela perda da esposa e pela insônia em si. Essa é uma obra que promete nos deixar insones até pousarmos os olhos na última frase do livro.

Cruz, Eliana Alves. O crime do Cais do Valongo. Isabela Soares (Técnico em Química)

Ao longo dos séculos as vozes pretas foram silenciadas em vários espaços, a literatura é um destes, seja cerceando espaços para publicação ou dificultando o acesso à educação formal. Com isso, a visão predominante na literatura, como na História, é a do colonizador. O crime do Cais do Valongo, de Eliana Alves Cruz, narra as crueldades do período escravista, mas vai além, nos levando à uma experiência de conhecimento da diversidade étnica africana. O livro se passa no Rio de Janeiro do século XIX, e possui dois narradores: Muana Loumè, escravizada de origem moçambicana, e Nuno Alcântara, mestiço livre. A trama gira em torno do assassinato de Bernardo Viana, comerciante branco. Devemos, contudo, ficar atentos aos detalhes do crime, que ocorre no Cais do Valongo, porto que recebia navios negreiros. Ambos narradores relatam sua visão dos fatos, trazendo reflexões e perspectivas múltiplas da mesma história, para entendermos o passado, precisamos escutar as diferentes vozes que fizeram parte dele.

Evaristo, Conceição. Becos da Memória. Camila Alves Melo Ferreira (Técnico em Química)

A partir dos relatos curiosos de Maria Nova, a realidade da favela frente à desigualdade social e ao processo de desfavelização, velhos conhecidos de Conceição Evaristo, se apresenta ao leitor. Escrito de uma forma leve e poética, “Becos da Memória” é uma obra de referência em assuntos relacionados à classe, gênero e etnia. É pela construção de personagens que carregam em si a caracterização de todo um coletivo que a narrativa se constrói e aponta críticas sociais ferozes, capazes de ecoar na mente do leitor mesmo depois de terminada a leitura.

Bradbury, Ray. Fahrenheit 451. Camila Alves Melo Ferreira (Técnico em Química)

Obra que carrega no nome a temperatura que o papel entra em combustão, revela ao leitor uma realidade distópica na qual ler é o maior dos crimes. Em uma sociedade na qual os livros são tidos como inimigos, os bombeiros são os encarregados de pôr fim ao pensamento crítico despertado pela leitura. A trama se desenvolve a partir da trajetória de Guy Montag, um bombeiro que aos poucos repensa a lógica de alienação reforçada pelo governo. Escrito no pós Segunda Guerra Mundial, o livro é uma crítica contundente ao autoritarismo e ao neo-fascismo que eclodiram na época.

Austen, Jane . Orgulho e Preconceito. Maísa Mel (Técnico em Mecânica)

Como era ser mulher durante os séculos passados? E casar sem amor? A obra “Orgulho e Preconceito”, de Jane Austen, que fora publicada pela primeira vez, em 1813, traz o cotidiano de uma família patriarcal tradicional de meados do século XIX: os Bennet. A partir dos costumes desta, percebe-se, sobretudo, o papel da mulher na sociedade da época retratada. No entanto, a trama é focada, principalmente, no relacionamento entre Elizabeth Bennet, a filha mais velha, que luta contra as ideologias daquele período, a partir de seu comportamento independente, e o Sr. Darcy, um homem rico, que é, primeiramente, descrito como arrogante e indiferente às irmãs Bennet. Acesse a resenha completa aqui.

Montgomery, Lucy Maud. Anne de Green Gables. Brenda Luiza Fernandes Almeida (Técnico em Automação Industrial)

Anne de Green Gables é a primeira obra de uma série de  livros escritos por Lucy Maud Montgomery(1874-1942)publicada pela primeira vez em 1908. Um dos livros mais queridos por públicos de todas as idades .Considerado um grande clássico canadense , tem diversas adaptações , para o cinema, teatro,animação e recentemente foi inspiração para uma série da Netflix lançada em 2017, Anne With An “E”. Anne de Green Gables conta a história de uma jovem órfã e as mudanças que acontecem em sua vida.

Com apenas 11 anos , Anne Shirley já havia vivido muitas experiências , estado com famílias de uma vida de tristes condições, sem amor e carinho algum, até parar em um orfanato, onde novamente não era bem tratada. Acesse a resenha completa aqui.

KARNAL, Leandro. O dilema do porco-espinho: como encarar a solidão. Luiza de Matos Chaves (Técnico em Mecânica)

O dilema do porco-espinho corresponde ao desejo de estar por perto e, ao mesmo tempo, longe o suficiente para se sentir seguro. Leandro Karnal, professor, palestrante e historiador brasileiro, explica que a solidão sempre esteve presente na história da humanidade; principalmente nas artes, literatura, cinema e religião. Ela está nos casais; na síndrome do ninho vazio; em prisões solitárias; nos exilados e nas redes sociais. O livro nos permite compreender como as pessoas lidam com esse sentimento e o porquê da solitude ser tão importante. É nela que podemos contemplar nossa própria companhia, conhecer quem realmente somos e questionar nossa zona de  conforto. Através de muitos exemplos e histórias, Karnal nos ensina a transformar a solidão em fonte de criatividade e conhecimento. Ele incentiva que a leitura é indispensável durante esse processo, nos guiando durante essa tarefa diária, que acompanha o amadurecimento e a descoberta de novos horizontes.

BOYNE, John. O Menino do Pijama Listrado. Aline Graciele H. Campos (Técnico em Química)

"É perturbador saber que existiram políticas de extermínio há menos de cem anos. O holocausto nazista é o contexto do livro “O Menino do Pijama Listrado” de John Boyne, publicado em 2006, que narra a amizade entre duas crianças, Bruno e Shmuel. Bruno, um alemão de nove anos, nada sabe sobre os projetos nazistas, apesar do pai ser militar. Os compromissos da carreira do seu pai levou à mudança da família de Berlim para “Haja vista” - pronúncia de Auschwitz por Bruno. Com o tempo, o menino explorou a região e conheceu o triste e magro Shmuel, um judeu de nove anos, do outro lado de uma cerca farpada. A inocência das crianças transformava tudo em brincadeiras, como a roupa listrada de Shmuel, apelidada de pijama. Um dia, Bruno passou a cerca para abraçar o amigo e ajudar a procurar o pai desaparecido de Shmuel. Como Bruno havia raspado o cabelo e vestia o “pijama” listrado, ninguém o reconheceu. O fim da história sequer é escolhido pelo autor: foi o mesmo destino de mais de seis milhões de pessoas.“

 ADICHIE, Chimamanda Ngozi. Hibisco Roxo. Camila Alves Melo Ferreira(Técnico em Química)

“Religiosidade. Superproteção. Agressividade. Atributos do pai de uma família nigeriana abastada. Eugene, dono do crítico jornal Standart, aos poucos sufoca e destrói sua família por meio de uma convivência extremamente rígida, violenta e surpreendentemente ortodoxa. Chimamanda Adichie revela, nessa obra, diversas nuances da colonização branca na África, atravessando temas religiosos, políticos e sociais. Hibisco Roxo, com uma linguagem acessível e um enredo não linear, desperta no leitor diversos questionamentos necessários que a escritora aborda com maestria.“

 RITER, Caio. Eu e o Silêncio do Meu Pai. Aline Graciele H. Campos (Técnico em Química)

"“Poucas palavras ouvi do meu pai”. Frase retirada do livro “Eu e o Silêncio do Meu Pai” de Caio Riter, publicado em  2011, denuncia uma situação comum na realidade de muitas famílias brasileiras: o alcoolismo. A obra narra a relação entre o autor e seu pai, presente de corpo e ausente de alma, cujos olhos azuis viviam afogados no álcool. O pior inimigo do menino era a garrafa. Inimigo mais forte ainda quando o silêncio do pai gritava. Apesar disso, em meio a medos e vergonhas, Riter narra sua esperança de um pai presente, brincalhão e orgulhoso, em que a garrafa e a bebida não rondasse à espreita.“