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2ª edição do "IFMG Presente" analisa as perspectivas para o Ensino em tempos de pandemia

Apresentada pelos professores Carlos Bento e Mário Alvarenga, a live foi ao ar em 5 de maio
publicado: 07/05/2020 16h45, última modificação: 07/05/2020 16h55

A segunda edição do projeto IFMG Presente foi ao ar na última terça-feira, 5 de maio,   em uma live, apresentada pelo pró-reitor de Ensino Carlos Bento e o  diretor de planejamento educacional da Proen, Mário Alvarenga, para analisar cenário e perspectivas para o Ensino nestes tempos de pandemia. 

O pro-reitor começou pelas normas legais publicadas desde a suspensão das aulas, em meados de março. Dentre elas, as portarias 343 e 345, do MEC, determinando que cada instituição tem a opção de suspender o calendário acadêmico ou substituir aulas presenciais por aulas em meios digitais, enquanto durar esta situação de pandemia

Bento enfatizou que, neste caso, não se trata de educação a distância. “O IFMG não oferta cursos técnicos nem de graduação na modalidade EaD, pois esses são pensados para ser a distância, estruturados dessa forma, com materiais, métodos e estruturas voltada para isso. O que teremos são atividades não presenciais, mas a relação continua sendo a de um curso presencial.”

Outro dispositivo legal mostrado durante a live foi a medida provisória 934, que estabelece normas excepcionais sobre o ano letivo e retira a obrigatoriedade de se tenha 200 dias de aulas em um ano, desde que mantidas as 800 horas já predeterminadas. Por fim, foram apresentados mais dois documentos: uma instrução normativa do IFMG, além do Parecer 05 do CNE, sobre a necessidade de reorganização das atividades acadêmicas, devido às ações preventivas para evitar a propagação da Covid-19.

A" julgar pelo que é colocado hoje pelos especialistas em saúde, é altamente improvável que tenhamos um retorno, no curto prazo, àquilo que reconhecemos como normalidade "

Esse parecer também traz uma série de recomendações a serem seguidas antes de uma possível abertura e traça um cenário que indica uma volta parcial de atividades. “A julgar pelo que é colocado hoje pelos especialistas em saúde, é altamente improvável que tenhamos um retorno, no curto prazo, àquilo que reconhecemos como ‘normalidade’. Claro, com o cuidado de observar o cenário, que muda muito. Mas hoje, no cenário que temos, o que se vislumbra é que voltaremos em um modelo híbrido ou misto: parte presencial e parte não presencial”, destaca Carlos Bento.  “

 

O pró-reitor avaliou as possibilidades colocadas a partir do cenário atual, e que podem aparecer isoladamente ou combinadas.

-  A primeira delas, e que não pode ser descartada, é o não retorno das aulas presenciais em 2020

- Outra, é uma volta reduzida, com rodízios de turmas ou redução do numero de alunos, alternância do numero de alunos na escola ou horários reduzidos ou mesmo retornos e pausas alternados.

 Por fim, foi apresentada uma publicação da Unesco, chamada “10 recomendações para o ensino a distância”, que enfatiza a prioridade nos desafios psicossociais antes de problemas educacionais. “Temos que priorizar as pessoas e lembrar do que é a educação e seu propósito: cuidar as pessoas e dar a elas bem estar. Ensinar às pessoas e discutir como elas vão se cuidar, cuidar umas das outras, construir um mundo melhor, desenvolver responsabilidade social e pelo bem estar coletivo. O conteudismo deve ceder espaço a uma preocupação que se coloque no centro das nossas ações o ser humano", destacou o pró-reitor de Ensino.

 

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