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Campus Bambuí vai analisar amostras de água e leite de queijos artesanais

Como forma de fortalecer a cadeia produtiva dos queijos artesanais, o Campus Bambuí vai contribuir para a certificação sanitária da produção local
publicado: 23/11/2021 13h46, última modificação: 25/11/2021 15h23

O Campus Bambuí foi uma das instituições contempladas por verba concedida pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) que visa contribuir para as pesquisas da Rede Mineira de Queijos Artesanais. A partir dos recursos, o campus adquiriu equipamentos para o Laboratório de Análise de Água e Leite a fim de possibilitar ensaios de alta tecnologia para a comunidade interna e externa.

A análise de aspectos químicos, físico-químicos e microbiológicos de amostras de água, leite e derivados lácteos deve contribuir para o aprimoramento da qualidade dos produtos da região, que é reconhecida pela expressiva fabricação de queijo Canastra artesanal. Neste sentido, o Laboratório atenderá uma antiga demanda local pela prestação de serviço em relação às análise sanitárias. Como explica a professora Sônia Paciulli, uma das responsáveis pelo Laboratório, essa era uma questão muito frequente, visto que o queijo é feito a partir do leite cru, sem o processo de pasteurização, o que torna a análise sanitária fundamental para a certificação.

Segundo a professora Sônia, os produtores rurais enfrentam algumas dificuldades na hora de enviar as amostras de água e leite para as análises sanitárias. Esses impasses são fruto do grande deslocamento, tendo em vista que os laboratórios mais próximos ficam em Belo Horizonte (cerca de 260 km de distância), e consequentemente o alto custo, porque as amostras precisam ser conservadas em uma temperatura específica. Com os novos equipamentos, o custo para análise diminui e os produtores vão poder certificar os queijos de acordo com as diretrizes alimentares e sanitárias.

Além de contribuir diretamente com a produção, os laboratórios também vão ser fundamentais para as pesquisas sobre o tema, de modo geral. O diretor-geral do campus, Rafael Teixeira, conta que ,com os equipamentos adequados e o envolvimento dos estudantes com a temática - fruto das atividades rurais nos arredores, a produção científica e extensionista tem muito a ganhar. “Nós estamos no interior, então a gente está realmente levando uma educação pública, gratuita, de qualidade e interiorizada, que é um desafio dos institutos federais. Temos equipamentos que podem nos colocar na vanguarda das pesquisas e trabalhos de extensão relacionados a essa área de produção”, conta o diretor.

Rede Mineira de Queijos Artesanais - Liderado pela Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), órgão vinculado à Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, o projeto de formatação da Rede Mineira de Queijos Artesanais visa racionalizar recursos e estrutura laboratorial. A iniciativa reúne 50 pesquisadores de diferentes instituições de pesquisa e de ensino de Minas - incluindo o Campus Bambuí do IFMG - e vai atender produtores, associações, extensionistas e fiscais sanitários em demandas de agregação de valor e de garantia da segurança do alimento.