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Campus Ibirité realiza atividade literária alusiva ao Dia da Consciência Negra

O Projeto “Instalação Literária: Só por hoje vou deixar meus cabelos em paz'', que contou com a participação de nove estudantes do IFMG, homenageia a escritora Cristiane Sobral. Produção audiovisual está disponível no IFMG Play.
publicado: 23/11/2022 10h09, última modificação: 23/11/2022 10h10

Inspirados pela autora afro-brasileira Cristiane Sobral e sua luta pelos direitos das mulheres na sociedade, nove estudantes do IFMG - Campus Ibirité promoveram o projeto “Instalação Literária: Só por hoje vou deixar meus cabelos em paz'', durante a II Semana Integrada da Consciência Negra, realizada nos dias 17 e 18 de novembro.

A intervenção artística é resultado do projeto de extensão “IFMG Cultura e Sociedade PodCast: Fala IFMG!”, sob coordenação do professor Renato Mendes Rosa e colaboração dos professores Alexandre Delfino Xavier e Priscila Brasil Gonçalves Lacerda. No total, 18 pessoas - entre estudantes e bolsistas - participaram da montagem  que reuniu 18 poemas da autora contemporânea. 

Sobre a importância do projeto, uma das colaboradoras, Priscila Lacerda, destaca a relevância da atividade e ressalta o compromisso do IFMG com uma educação antirracista. “Acreditamos que este trabalho é interessante de ser amplamente compartilhado porque celebra o protagonismo dos estudantes, sobretudo das alunas que se reconhecem como pretas ou pardas e se envolveram na interpretação dos poemas, e porque homenageia uma autora afro-brasileira contemporânea. Queremos, inclusive, que esse resultado chegue a ela, como uma homenagem institucional, marcando o nosso compromisso com uma educação antirracista constante, para além das ações da Semana da Consciência Negra”, destacou.

A instalação literária pode ser assistida no canal IFMG Play, no YouTube.

 

Conheça a autora

Cristiane Sobral tem 48 anos, é carioca, atriz, escritora, dramaturga e poeta. Foi a primeira atriz negra graduada em Interpretação Teatral pela Universidade de Brasília (UnB). Atuou em diversos espetáculos teatrais e curta-metragem. Estreou na literatura em 2000, publicando textos nos Cadernos Negros. Foi crítica teatral da revista Tablado, de Brasília. E hoje é Membro da Academia de Letras do Brasil, seção DF, onde ocupa a cadeira 34, e do Sindicato dos Escritores do Distrito Federal.

Suas principais obras são: no teatro, Uma boneca no lixo (1998), Dra. Sida (2000), Petardo, será que você aguenta? (2004). Na poesia: Não Vou Mais Lavar os Pratos (2010), Só por hoje vou deixar o meu cabelo em paz (2014), Não vou mais lavar os pratos (2016), Terra Negra (2017).

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