Você está aqui: Página Inicial > Notícias > Estudo demonstra efeito de práticas de conservação do solo para “produção de água”
conteúdo

Acontece nos Campi

Estudo demonstra efeito de práticas de conservação do solo para “produção de água”

Experimento teve por objetivo conter a erosão na encosta do Campus Governador Valadares, composta por quatro microbacias. Pesquisadores recorreram a tecnologias relativamente simples e acessíveis como barraginhas, paliçadas e terraços.
publicado: 23/06/2020 10h07, última modificação: 23/06/2020 10h07

Um artigo científico recém-publicado por pesquisadores do IFMG – Campus Governador Valadares demonstrou a importância da conservação do solo para a produção de água. Um dos autores do estudo, o professor Luiz Fernando Rocha Penna explica que “práticas mecânicas são fundamentais para repor o lençol freático, e por sua vez garantir a alimentação dos cursos d'água, inclusive de nascentes, em períodos de baixa precipitação, processo que tem recebido o nome de ‘produção de água’”.

O trabalho foi publicado na Revista Research, Society and Development, da Universidade Federal de Itajubá (Unifei), sob o título Produção de água com a aplicação de práticas mecânicas e vegetativas de conservação do solo e água em área de pastagem degradada e é um dos resultados de projeto de pesquisa desenvolvido no campus.

Os pesquisadores recorreram a tecnologias relativamente simples e acessíveis como barraginhas, paliçadas e terraços. “As barraginhas e paliçadas (foto ao lado) retêm o escoamento superficial (enxurrada) e sedimentos. Após cessarem as chuvas, a água armazenada segue alimentando o subsolo (lençol)”, detalha Flávio José de Assis Barony, ex-professor do IFMG-GV, atualmente, docente do Cefet/MG - Campus Timóteo, e integrante do projeto de pesquisa.

Tecnologia acessível e replicável

O docente ressalta alguns resultados da experiência e seu potencial de reprodução. “Foi observado lâmina d'água até 20 dias após cessarem as chuvas. Na ausência dessas estruturas mecânicas, toda a água teria escoado para um ponto externo à área da microbacia do projeto (cerca de quatro hectares). Além disso, o solo erodido fica retido e minimiza o assoreamento de áreas à jusante (abaixo do local). É uma ação que cabe replicação em inúmeras áreas brasileiras, haja vista o enorme quantitativo de áreas degradadas existentes”, conclui Barony.

O experimento iniciou-se em outubro de 2018 e teve por objetivo conter os processos erosivos na encosta do campus do IFMG-GV, área de 43.125 m2 composta por quatro microbacias. Foi desenvolvido com recursos oriundos do Edital de Pesquisa Aplicada Nº 98/2017, do IFMG.

O artigo tem ainda a coautoria dos professores Diego Dantas Amorim e Gilson Silva Costa, ambos do IFMG-GV, e dos egressos Jeusi dos Santos Souza e Leonardo Moura de Oliveira Júnior, do curso de Tecnologia em Gestão Ambiental (TGA) do Campus.

Texto e fotos: Assessoria de Comunicação - Campus Governador Valadares

Clique aqui e acesse o artigo na íntegra!