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Plataforma Nilo Peçanha: IFMG mantém bons resultados

Dados da PNP 2021, referentes a 2020, mostram que o Instituto permanece com índices acima da média nacional em diversos quesitos analisados, apesar do cenário atípico.
publicado: 19/11/2021 10h00, última modificação: 19/11/2021 11h47

Mais de 24 mil matrículas ativas, sendo 10,5 mil de ingressantes em 2020. Quase 34 mil candidatos inscritos para as 10,9 mil vagas ofertadas no período em 176 cursos. Esses são alguns números do IFMG na Plataforma Nilo Peçanha (PNP) 2021, ano de referência 2020, disponibilizados recentemente pelo Ministério da Educação. O Instituto também apresentou resultados melhores do que a média nacional em índices como evasão, verticalização nos eixos de ensino e eficiência acadêmica.

A PNP 2021 apresenta 20 indicadores que servem de base, inclusive, para o relatório de gestão do Tribunal de Contas da União (TCU), uma vez que a plataforma é censitária e também orçamentária. Podem ser visualizadas informações sobre número de cursos e turmas ofertadas, alunos, servidores, relação entre orçamento e número de estudantes/docentes, entre outras. O índice de eficiência acadêmica, por exemplo, considera três outros indicadores: percentual de concluintes, de evasão e de retenção no ciclo avaliado, ou seja, quem efetivamente começou e terminou os estudos no Instituto. Neste quesito, o IFMG alcançou, em 2021, aproximadamente 60%, ficando 4 pontos percentuais acima da média nacional, embora tenha caído 4% em relação ao seu próprio resultado de 2020. O indicador de evasão de 2021, por sua vez, foi de 6%, enquanto em 2020 havia alcançado 16%. A coordenadora de Legislação e Normas de Ensino da Pró-Reitoria de Ensino (Proen) do IFMG, Denise Santana, adverte que a situação ocasionada pela pandemia dificulta a avaliação imediata de alguns resultados. "O ano de 2020 foi totalmente atípico e houve muitas mudanças nos calendários, por exemplo, então, é preciso olharmos com cautela", avalia.

Itinerários de formação

Outro ponto em que o IFMG supera a média nacional diz respeito à verticalização. "Esse índice, incluído recentemente, aponta para um dos pilares dos Institutos Federais, pois mostra a oferta de vagas nas quatro modalidades de ensino dentro de um mesmo eixo", explica Denise Santana. O Instituto atingiu, globalmente, quase 20% de verticalização, enquanto a média nacional é de 12%. Vários campi alcançaram 36,5% em alguns eixos, mas o resultado que mais chamou atenção foi do eixo "Informação e Comunicação" da unidade de Sabará: 80,5%.

A diretora substituta de Ensino, Pesquisa e Extensão de Sabará, Luciane de Almeida, conta que na unidade, dentro do eixo tecnológico Informação e Comunicação, a área de Informática foi criada em 2013 com o curso de Bacharelado em Sistemas de Informação. Em 2015 criou-se o curso Técnico Integrado em Informática e foi a partir daí que começou a se pensar na verticalização. "Nos Projetos Pedagógicos dos dois cursos é possível encontrar várias informações neste sentido, no entanto, não foram apenas os PPCs que ajudaram nesta verticalização, é importante ressaltar o envolvimento dos estudantes do técnico com o do superior, a motivação constante dos docentes para que os discentes do técnico sigam seus estudos na área", destaca. A diretora também menciona a criação de eventos como o Encontro de Tecnologia da Informação (Eati) do campus e o ciclo de palestras do curso de Bacharelado em Sistema de Informação, além do incentivo e apoio dos docentes para a participação dos estudantes em projetos de ensino, pesquisa, extensão, olimpíadas do conhecimento da área e visitas técnicas. 

Equipe empenhada

Os dados que alimentam a PNP são fornecidos pelas próprias instituições de ensino, a partir do que é inserido no Sistec - um sistema que reúne informações gerais de todos os alunos e cursos, incluindo os ciclos de matrícula e acompanhamento do status de cada estudante. Na edição de 2021, devido ao processo de interiorização da PNP para a base do MEC, ocorreram imprevistos que dificultaram o cumprimento dos cronogramas de migração e validação dos dados. "Tivemos momentos de instabilidade ou mesmo indisponibilidade do sistema, prorrogação de datas e prazos desafiadores, mas conseguimos inserir e validar as informações do IFMG graças ao trabalho incansável dos registradores acadêmicos dos campi e à atuação insistente da procuradora educacional, Alessandra Herbig", pondera Denise Santana. 

PNP é um ambiente virtual que reúne informações acadêmicas e de gestão alcançadas pela Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica. Acesse: http://plataformanilopecanha.mec.gov.br/2021.html