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Estudantes do IFMG participam de pesquisa sobre a evolução do namoro

Alunos do Campus Ouro Preto e de instituição portuguesa responderam pesquisa em projeto internacional. Resultados foram apresentados em evento na UFMG.
publicado: 05/07/2023 11h23, última modificação: 07/03/2024 10h00

O que é e para que serve o namoro? Como as tradições e culturas interferiram na evolução do namoro ao longo do tempo? Como namoravam nossos avós e bisavós? Quais são as diferenças e semelhanças do namoro entre Brasil e Portugal?

Esses foram alguns dos questionamentos que alunos do IFMG - Campus Ouro Preto e da Escola Secundária de Caldas das Taipas, de Portugal, procuraram responder por meio de uma pesquisa colaborativa sobre a evolução do namoro ao longo das gerações. A ação foi viabilizada pelo projeto Flags, promovido pela fundação portuguesa Vox Populi, que busca promover intercâmbio cultural e científico entre estudantes dos dois países.

No Campus Ouro Preto, alunos do 1º e 2º anos do curso técnico em Metalurgia e do 2º ano do curso técnico em Administração, juntamente com os professores de matemática Flávia Cristina Gross, Lázaro Santos Gil e Neuber Silva Ferreira, participaram do projeto.

A investigação resultou em um livro que também apresenta dados sobre as instituições de ensino, as cidades onde estão instaladas as escolas envolvidas, além de informações gerais sobre o Brasil e Portugal. A capa da publicação, elaborada por um estudante do curso técnico em Administração do Campus, buscou representar o namoro no Brasil. 

O convite para que o Campus participasse do projeto partiu do Polo Minas Gerais do Programa Nepso (Nossa Escola Pesquisa sua Opinião), do qual a professora Flávia Cristina Gross, que atua como visitante na Coordenadoria de Matemática, é integrante. O Programa Nepso, por sua vez, recebeu o convite da própria Vox Populi.

Intercâmbio de saberes

Essa foi a primeira vez que o Campus participou do projeto, realizado entre novembro de 2021 e julho de 2022. Durante esse período, os estudantes tiveram a oportunidade de trocar experiências e conhecimentos com alunos e professores portugueses, por meio de encontros remotos realizados via plataforma Zoom.

Para Neuber Ferreira, o intercâmbio entre os dois países e instituições foi enriquecedor, além de profícuo e oportuno, em função das dificuldades em relação ao ensino remoto. “Possibilitou um período de troca cultural, de conhecimentos, saberes e experiências entre os estudantes e professores brasileiros e portugueses, fazendo com que todos se dessem a conhecer e conhecessem as realidades sociais, históricas, geográficas, econômicas, políticas, educacionais e culturais de cada país, por meio de uma partilha de experiências e de diálogo desenvolvido ao longo do ano letivo”, detalha.

O projeto enfrentou alguns desafios, principalmente relacionados à realização do trabalho durante a pandemia. Enquanto o Brasil ainda estava no período de ensino remoto, Portugal já havia retomado as atividades presenciais. Além disso, foi necessário conciliar os calendários letivos dos dois países, que estavam em tempos diferentes. 

Para os docentes envolvidos, a participação no projeto Flags trouxe benefícios significativos para os estudantes. “Além da evolução do conhecimento matemático, neste caso, o conhecimento estatístico, em que problematizamos as práticas matemáticas envolvidas em uma pesquisa de opinião, percebemos a evolução em relação à participação crítica sobre temas diversos que foram discutidos nos encontros de socialização, na escrita do livro, na escolha do tema da pesquisa de opinião, construção e análise dos dados”, afirma Flávia Grossi. Para ela, os estudantes aprimoraram, ainda, a capacidade de desenvolver projetos e de trabalhar colaborativamente, o que permitiu maior integração entre eles e entre os cursos de Administração e Metalurgia.

Os professores também ressaltam a importância do projeto para a formação e futura atuação profissional dos alunos, já que a experiência permitiu o estabelecimento de conexões entre teoria e prática, além de promover o interesse pela curiosidade, imaginação, aceitação e respeito à diversidade.

Kauã Moreira, um dos alunos do Campus Ouro Preto participantes, conta que sempre guardou uma expectativa elevada sobre os projetos de pesquisa e extensão da instituição e avalia positivamente a experiência. “Sempre me falaram que, além de agregar muito na vida acadêmica, agregava bastante na vida pessoal. Mas esse projeto conseguiu superar ainda mais as minhas expectativas, foi incrível. Tive a oportunidade de conhecer e fazer amizade com alunos de Portugal, fazer visita técnica e até ajudar no desenvolvimento de um livro. Não tenho palavras para agradecer aos professores Flávia e Neuber e ao IFMG pela oportunidade de participar disso, tive experiências que, sem dúvida, carregarei para a vida inteira”, comemora o estudante.

Livro e outros desdobramentos

Para quem deseja conhecer a fundo os resultados obtidos com a pesquisa, um livro resultante do projeto estará disponível na biblioteca do IFMG - Campus Ouro Preto. Haverá, ainda, um e-book, que ainda precisa ser registrado com ISBN.

Além disso, os estudantes estão tendo a oportunidade de apresentar o projeto em eventos como o XVII Seminário Nepso na Faculdade de Educação da Universidade Federal de Minas Gerais, em dezembro de 2022, e na 11ª Feira Brasileira de Colégios de Aplicação e escolas técnicas (Febrat), que será realizada em outubro deste ano.

Para saber mais sobre a iniciativa, visite o site da Fundação Vox Populi e do Programa NEPSO.

Texto: Comunicação - Campus Ouro Preto

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