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IFMG tem projetos selecionados no Programa Vuei

Iniciativa busca incentivar Empreendedorismo e Inovação em instituições de ensino. Os campi Bambuí, Formiga, Governador Valadares, Ibirité, Itabirito, Ouro Branco, Piumhi, Ponte Nova e Ribeirão das Neves tiveram propostas aprovadas e receberão cerca de R$400 mil em investimentos para bolsas.
publicado: 04/11/2022 09h32, última modificação: 09/03/2024 08h16

O IFMG teve nove propostas aprovadas no programa Vuei (Vivência Universitária em Empreendedorismo e Inovação), iniciativa da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede) que visa estimular o ecossistema de empreendedorismo e inovação em instituições de ensino superior e delas com o mercado. O volume de projetos do Instituto corresponde a um pouco mais de 10% do total do programa nesta edição, já que em toda Minas Gerais foram selecionado 70 planos de trabalho.

Bambuí, Formiga, Governador Valadares, Ibirité,  Itabirito, Ouro Branco, Piumhi, Ponte Nova e Ribeirão das Neves foram os campi da instituição que tiveram propostas aprovadas no edital da 2ª rodada, e se preparam para executar as ações. As unidades farão jus a um investimento de quase R$400 mil em bolsas e irão trabalhar o programa Vuei junto aos ambientes de Inovação e espaço maker, com exceção de Governador Valadares.

"Ações possibilitarão que o IFMG se torne uma referência no desenvolvimento da inovação e do empreendedorismo, com impactos positivos no ensino, na pesquisa e na extensão."

De acordo com o edital, os projetos serão executados em quatro etapas, distribuídas em 12 meses: Preparação, Embarque, Aceleração e Voo. Cada fase contará com mentorias, capacitações e auxílio na conexão com o mercado para promoção do desenvolvimento dos ecossistemas universitários de empreendedorismo e inovação (veja quadro).

Cultura de Inovação

De acordo com o coordenador no Núcleo de Inovação Tecnológica do IFMG (NIT), Norimar de Melo Verticchio, o programa dialoga com as ações que o NIT tem realizado desde 2018, quando o Instituto aprovou a resolução da Rede de Incubadoras Arquipélagos. "Desde então várias ações foram realizadas de modo a auxiliar e fomentar o desenvolvimento dos ambientes de inovação nos campi. Foram investidos mais de R$500 mil de recursos próprios na infraestrutura dos ambientes. E outros R$500 mil da Fapemig estão sendo investidos para o desenvolvimento do sistema de gestão e inicio da operação destes ambientes", contabiliza.

As atividades convergem, ainda, com os editais recentes da Setec/MEC, como o edital 35/2020 no qual o IFMG foi contemplado com três propostas para implantação da Rede Maker. Para o coordenador do NIT, essas ações possibilitarão que o IFMG se torne uma referência no desenvolvimento da inovação e do empreendedorismo, com impactos positivos no ensino, na pesquisa e na extensão. 

Propostas aprovadas

De maneira geral, os projetos buscam promover e alavancar a implementação dos ambientes de inovação, como o Ouro Hub, do Campus Ouro Branco, conforme explica o coordenador local, prof. Cleiton Martins Duarte da Silva. A proposta aprovada pelo Campus Formiga, coordenada pelo prof. Miguel Rivera Peres Junior, exemplifica a ideia geral dos planos de trabalho, ao destacar objetivos como consolidar equipe, marca e infraestrutura do LICEU LabMaker (ambiente de inovação do campus); estabelecer parcerias internas e externas; sensibilizar a comunidade interna e externa sobre o tema; ofertar e acompanhar projetos e ações no âmbito do LICEU LabMaker.

No Campus Piumhi, o projeto para desenvolvimento de ecossistema de empreendedorismo e inovação, sob coordenação da docente Stella Maria Gomes Tomé, ressalta, também, o objetivo de aumentar a conexão do campus com o mercado de trabalho. Em Ibirité, por sua vez, a coordenadora, profa. Tatielle Menolli Longhini, cita a execução de capacitações aos atores locais, com temáticas associadas a melhorias de gestão, desenvolvimento de negócios, robótica e prototipagem rápida; criação de Empresa Júnior e da Liga Acadêmica de Empreendedorismo e Inovação (LEI); disponibilização de serviços técnicos do espaço maker para prototipagem de produtos e serviços; promoção de eventos de ideação, como Hackathons, Bootcamps e Seminários da área.

Em Ribeirão das Neves, a profa. Cristiane Alves Anacleto conta que o projeto tem como base a premissa de que inovação e empreendedorismo pautados em práticas consolidadas são molas propulsoras para o desenvolvimento regional e social. A proposta incluem ações que encorajem estudantes, pesquisadores, empreendedores e governos a desenvolverem inovações, soluções para os problemas enfrentados pelo município, propostas de melhorias em produtos e serviços que gere e impulsione o crescimento econômico sustentável, auxilie a preservação do meio ambiente, aumente a competitividade econômica do município, diminua as vulnerabilidades sociais, além de gerar mais conhecimento científico e tecnológico. Também em Ponte Nova a aposta é no desenvolvimento regional. Conforme explica a coordenadora, Cássia Pires, o principal objetivo do campus é impulsionar o empreendedorismo e a inovação na comunidade, estimulando a criação de novos negócios e a potencialização de negócios existentes, com impacto social. Serão realizados eventos como a "V Convergência Empreendedora", palestras e meetup com o propósito de contribuir para a consolidação do ambiente de inovação Estação, como um espaço conectado ao ecossistema, contribuindo para o desenvolvimento local e regional.

Já no Campus Governador Valadares, a profa. Thalita Rabelo explica que o projeto propõe a reestruturação de empresa júnior, a criação da Liga Acadêmica de Empreendedorismo e Inovação, e a prestação de serviços técnicos no ambiente maker de impressão 3D. O objetivo é estabelecer a parceria entre Instituto, por meio do Centro de Robótica, Inovação e Empreendedorismo (CRIE) com a Secretaria Municipal de Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação de Governador Valadares (SMDCTI).

Fases do VUEI ao longo de 12 meses 

Preparação - seleção dos projetos de Instituições Públicas e Privadas de Ensino Superior, sediadas em Minas Gerais.

Embarque - recepção e integração dos times, bem como apresentação do cronograma e da metodologia  do projeto. Análise do primeiro diagnóstico de maturidade dos ecossistemas direcionado às IES selecionadas, construção dos planos de ação pelos times e curso de empreendedorismo e inovação.
Aceleração - fase em que os times executam as atividades que foram traçadas nos planos de ação, sendo acompanhados por facilitações para desenvolverem e aperfeiçoarem suas habilidades.
Voo - balanço dos resultados em relação à evolução dos projetos que se destacaram na edição.

Outras informações: Portal Prosa (clique aqui).