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No currículo, uma longa trajetória e muitas florestas

O ex-aluno do campus São João Evangelista, João Edésio Sousa iniciou suas atividades como estagiário e hoje gerencia duas equipes na Cenibra (Celulose Nipo Brasileira).
publicado: 12/12/2016 09h03, última modificação: 29/01/2019 11h17

Ex-aluno João Edesio

O ex-aluno do campus São João Evangelista, João Edésio Sousa, tem uma longa trajetória no área de Melhoramento Genético. Exemplo de trabalho e dedicação, iniciou suas atividades como estagiário e hoje gerencia duas equipes na Cenibra (Celulose Nipo Brasileira). No currículo, dois cursos superiores (Administração Pública e Ciências Biológicas), uma pós-graduação pela Universidade Federal de Viçosa e, claro, muitas florestas.

Em sua trajetória como estudante, certamente ocorreram momentos marcantes. É possível citar pelo menos um?

De uma forma geral, o melhor que me aconteceu foram as amizades conquistadas ao longo da convivência com colegas e professores. Mas destaco também as homenagens que recebi como aluno destaque, como a medalha de primeiro lugar em média de notas no curso Técnico em Agropecuária, assim como as placas da Unimontes e no Iseed, pelo mesmo motivo.

Você trabalha há 29 anos na Cenibra (Celulose Nipo Brasileira), principalmente na área de melhoramento genético. Fale um pouco sobre sua atuação.

Em 1987, fui admitido como técnico agrícola. Então, comecei a trabalhar na Regional de Guanhães, como supervisor no viveiro de produção de mudas e ao mesmo tempo como apoio na área de pesquisa em Melhoramento Genético, com atividades de instalação, condução e avaliação de experimentos.

A partir de 1995, já em um estágio avançado do Programa de Melhoramento Genético na empresa, iniciamos a produção de híbridos por polinização controlada. Após a conclusão da graduação em Ciências Biológicas, meu cargo mudou para assistente técnico florestal. Mudei para Ipatinga em 2007, para conduzir os trabalhos de produção de híbridos, implantação e avaliação de experimentos em toda a empresa.

Atualmente, conto com uma equipe de auxiliares na região de Guanhães, que atende também na região de Nova Era e Santa Bárbara. Conto ainda com uma equipe de apoio em Belo Oriente, que atende nas regiões de Ipatinga, Belo Oriente e Cocais das Estrelas.

Nossa principal missão é produzir clones novos que possam substituir os atuais, com ganhos em qualidade e produtividade. Para tal, minha atuação é 60% do tempo na floresta, em todas as regiões da empresa, onde estão instalados os experimentos, ou mesmo, para acompanhamento do desempenho dos materiais genéticos indicados para plantio.

Você estudou na antiga Escola Agrotécnica de SJE, atual campus IFMG. Há algo que você possa resgatar de pitoresco que tenha ocorrido naquela época?

Sim. Em 1983, no dia do Estudante, os professores resolveram fazer uma homenagem aos alunos no turno da tarde. O que aprontaram poderia ser rotulado hoje de “trolagem”. Em um primeiro momento, cada um deles foi ministrar uma aula que não era sua. O Farias, que era professor de Física chegou na pocilga e disse que, a partir daquele dia seria professor de suinocultura. Perguntamos pelo Álvaro Chinchila, colombiano e titular da área (os alunos não tinham muita simpatia pelos métodos dele). Então Farias respondeu que o Álvaro havia sido preso, porque descobriram ele com cocaína. De pronto, muitos começaram a rir e alguns até gritaram de satisfação. Ocorre que o Álvaro apareceu atrás da turma e começou a hostilizar alguns, enquanto que o Farias desfez a mentira e convidou todos ao anfiteatro, onde deveria continuar a brincadeira e as homenagens aos alunos.