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Presidente Lula se reúne com reitores de universidades e institutos federais

O reitor substituto e pró-reitor de extensão, professor Carlos Bernardes, participou do encontro no Palácio do Planalto, em Brasília, representando o IFMG.
publicado: 20/01/2023 10h08, última modificação: 08/03/2024 10h50

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu, na manhã de quinta-feira, 19 de janeiro, no Palácio do Planalto, em Brasília, reitores de universidades e institutos federais de todo o Brasil. Os representantes de 106 instituições participaram da primeira reunião a convite do Chefe do Executivo. O encontro contou com a presença dos ministros da Educação, Camilo Santana; da Ciência e Tecnologia, Luciana Santos; da Secretaria-geral, Márcio Macêdo; e da Casa Civil, Rui Costa, além de encarregados de órgãos como a Capes e o CNPq. O IFMG esteve presente e foi representado pelo reitor substituto e pró-reitor de Extensão, professor Carlos Bernardes Rosa Junior.

No encontro, Lula destacou a centralidade da educação e do papel do estado para a ampliação das oportunidades de transformação de vidas. “A educação é a única coisa que pode fazer com que esse país deixe de ser um eterno país em desenvolvimento para ser um país desenvolvido. Para que isso aconteça, precisamos acreditar que temos que investir em mais universidade, escola profissional e ensino fundamental, orientar quais os cursos que o país mais precisa e levar os benefícios para as pessoas que moram distante”, declarou.

Reunião Lula e Reitores - Foto Ricardo Stuckert.jpegConforme afirmou, o governo buscará oferecer uma educação de qualidade, alinhada ao “novo mundo do trabalho” e às necessidades da sociedade. “As universidades têm que participar junto com empresários, sindicatos, governo, para gente desvendar o que vai fazer para colocar as pessoas no mercado de trabalho”, conclamou, citando a falta de qualificação de trabalhadores para ocupar funções que exigem conhecimento em tecnologia.

Ele declarou também que, durante todo seu mandato, a autonomia das universidades será garantida, com a nomeação dos reitores escolhidos pela comunidade acadêmica, e que fará reuniões anuais para alinhar os compromissos. “Vocês terão o direito de ser responsáveis, porque quem é eleito para ser reitor deve ter responsabilidade com o dinheiro, com a administração e com o zelo da universidade”, declarou.

O ministro da educação, Camilo Santana, reforçou que o Ministério da Educação está de portas abertas para o diálogo, a união e a reconstrução. “Nenhum país cresce, se desenvolve e gera justiça social sem investir na educação, na ciência e na tecnologia. Isso garante soberania para um país. E esse governo vai retomar a valorização e o respeito à educação pública”, afirmou.

Entre os desafios, Santana citou a ampliação da oferta de vagas, o combate à evasão escolar, a retomada de obras paradas e o reajuste de bolsas. Segundo o ministro, o reajuste de bolsas da Capes já foi autorizado pelo presidente e deve ser anunciado até o final deste mês.

Reunião Lula e Reitores - Foto Ricardo Stuckert 02.jpegOs reitores agradeceram a disponibilidade, o reconhecimento e o acolhimento do governo federal e destacaram a importância de se voltar a garantir os meios orçamentários e o respeito à autonomia das instituições para que possam desenvolver e ampliar suas funções essenciais de ensino, pesquisa e extensão, sobretudo para a população mais pobre. Para o presidente da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), Ricardo Marcelo Fonseca, que também é reitor da Universidade Federal do Paraná, o encontro, no primeiro mês da gestão do novo governo, é carregado de simbologia.

“Os reitores e as universidades federais foram maltratadas, detratadas, esganadas orçamentariamente. Fomos colocados como alvos, e pior, fomos alijados do nosso papel natural que é o papel de estar a serviço do Brasil, dos projetos de desenvolvimento nacional”, declarou.

O reitor substituto do IFMG, Carlos Bernardes, fez uma avaliação positiva do encontro, destacando pontos que considerou importantes. “Primeiro, a disponibilidade do presidente, nesse curto prazo de governo, com tantos problemas em Brasília, demonstrar o quão importante é esse diálogo com as instituições de ensino técnico e superior. Segundo, o compromisso que foi assumido não apenas com o ensino, mas também com a pesquisa e com a extensão, um compromisso também do ministro da Educação. Terceiro, os compromissos assumidos de rever o orçamento e colocar a educação como ponto estratégico para o desenvolvimento do país. Há um reconhecimento de que a educação tem papel fundamental para mudar a vida das pessoas”, avaliou.

A maior parte da reunião pode ser assistida nos links abaixo:

Texto: DCOM IFMG com informações da Agência Brasil

Fotos: Ascom MEC/ Agência Brasil / Ricardo Stuckert

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