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Dia nacional do Diabetes: 26 de junho

Data tem o objetivo de promover a conscientização sobre os riscos da doença, suas complicações, prevenção e controle
publicado: 19/06/2026 09h37, última modificação: 19/06/2026 09h39
(Imagem melhorada com IA)

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Celebrado em 26 de junho, o Dia Nacional do Diabetes busca promover a conscientização sobre a doença, que afeta milhões de pessoas em todo o mundo e exige cuidados contínuos para prevenir complicações graves e melhorar a qualidade de vida. O diabetes é causada pela produção insuficiente ou pela má absorção da insulina, hormônio que regula a glicose no sangue e garante energia para o funcionamento do organismo.

Cerca de 7% da população brasileira vive com Diabetes Mellitus (DM). O dado da Sociedade Brasileira de Diabetes é alarmante, especialmente porque os números só crescem, inclusive entre crianças e adolescentes. Assim, o DM, principalmente o tipo 2, representa um problema de saúde pública, sendo cada vez mais necessárias a identificação precoce e a oferta de assistência, além do acompanhamento adequado para as pessoas que vivem com diabetes.

Tipos de diabetes

• Tipo 1: causada pela destruição das células produtoras de insulina, em decorrência de defeito do sistema imunológico em que os anticorpos atacam as células que produzem a insulina. Ocorre em cerca de 5 a 10% dos diabéticos. Geralmente afeta crianças e adolescentes. Não pode ser prevenido, por ser uma doença autoimune.
• Tipo 2: resulta da resistência à insulina e de deficiência na secreção desse hormônio. Ocorre em cerca de 90% dos diabéticos. Esse tipo de diabetes se manifesta mais frequentemente em adultos, mas, com o aumento de casos de obesidade em crianças e adolescentes, também tem sido registrado entre pessoas mais jovens.
• Diabetes gestacional: é a diminuição da tolerância à glicose, diagnosticada pela primeira vez na gestação, podendo ou não persistir após o parto.

Sintomas

Diabetes tipo 1 e tipo 2 têm em comum sintomas como fome e sede excessiva e vontade de urinar muito mais vezes ao dia.
No tipo 1, podem ocorrer, ainda: perda de peso; fraqueza; fadiga; mudanças de humor; náusea e vômito.
E no tipo 2: formigamento nos pés e mãos; infecções frequentes na bexiga, rins e de pele; feridas que demoram para cicatrizar; visão embaçada.

Complicações

Quando a insulina não é produzida adequadamente ou não consegue realizar suas funções, o nível de açúcar aumenta e pode provocar complicações no coração, nas artérias, nos olhos, nos rins e nos nervos. Em casos mais graves, o diabetes pode levar à morte. Quando os níveis de glicemia se mantém elevados de forma prolongada, ou seja, quando o diabetes não está sendo controlado, podem ocorrer complicações, como:

• Retinopatia diabética: lesões que aparecem na retina do olho e causam pequenos sangramentos que podem provocar a perda da acuidade visual.
• Nefropatia diabética: alterações nos vasos sanguíneos dos rins fazem com que haja a perda de proteína na urina; o órgão pode reduzir sua função lentamente, porém de forma progressiva, até sua paralisação total.
• Neuropatia diabética: os nervos ficam incapazes de emitir e receber as mensagens do cérebro, provocando sintomas como: formigamento, dormência ou queimação nas pernas, pés e mãos; dores locais e desequilíbrio; enfraquecimento muscular; pressão baixa; distúrbios digestivos; excesso de transpiração e impotência.
• Pé diabético: ocorre quando uma área machucada ou infeccionada nos pés desenvolve uma úlcera (ferida). Seu aparecimento pode ocorrer quando a circulação sanguínea é deficiente e os níveis de glicemia são mal controlados. Qualquer ferimento nos pés deve ser tratado rapidamente para evitar complicações que podem levar à amputação do membro afetado.
• Infarto do miocárdio e acidente vascular: ocorrem quando os grandes vasos sanguíneos são afetados, levando à obstrução (arteriosclerose) de órgãos vitais como o coração e o cérebro.
• Infecções: o excesso de glicose pode causar danos ao sistema imunológico, aumentando o risco para a pessoa com diabetes contrair algum tipo de infecção.

O diabetes tipo 2 normalmente vem acompanhado de outros problemas de saúde, como obesidade, sobrepeso, sedentarismo, triglicerídeos elevados e hipertensão. É essencial manter o acompanhamento médico para tratar, também, dessas outras doenças.

Tratamento

Os pacientes que apresentam diabetes do tipo 1 precisam de injeções diárias de insulina para manterem a glicose no sangue em valores considerados normais. Para essa medição, é aconselhável ter em casa um aparelho chamado glicosímetro capaz de medir a concentração exata de glicose no sangue durante o dia-a-dia do paciente. Além das injeções de insulina para baixar o açúcar no sangue, alguns medicamentos via oral podem ser incluídos no tratamento, de acordo com a necessidade de cada caso.

Já para os pacientes que apresentam diabetes tipo 2, o tratamento consiste em identificar o grau de necessidade de cada pessoa e indicar, conforme o caso, medicamentos que impeçam a digestão e a absorção de carboidratos no intestino e que estimulem a produção de insulina pelo pâncreas.

A adesão ao tratamento, seja com medicamentos, insulina e com mudanças no estilo de vida, permite que o paciente tenha qualidade de vida e reduza significativamente os riscos de complicações. Praticar exercícios, ter uma alimentação saudável e realizar exames de rotina são atitudes que salvam vidas e contribuem para um futuro mais saudável.

Referências

https://bvsms.saude.gov.br/26-6-dia-nacional-do-diabetes-8/
http://diabetes.org.br/dia-nacional-do-diabetes/
https://campusvirtual.fiocruz.br/portal/?q=palavra-chave-de-documentos/dia-nacional-do-diabetes
https://www.saude.sc.gov.br/index.php/pt/component/content/article/no-dia-nacional-do-diabetes-saude-alerta-para-a-prevencao-e-os-cuidados-com-a-doenca?catid=84&Itemid=101
https://diabetes.org.br/brasil-ja-tem-cerca-de-20-milhoes-de-pessoas-com-diabetes/
https://diretriz.diabetes.org.br/manejo-da-terapia-antidiabetica-no-dm2-2/

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